Num cenário de pós-guerra, em que o Japão se encontrava sob supervisão das forças militares de ocupação dos EUA, e com o surgir de um novo conflito militar (guerra da Coreia), as forças Policiais Nacionais (forças de defesa nacionáis Japonesas), que até então dependiam das forças militares dos EUA, passaram a ter mais autonomia na sua função, libertando recurços das forças EUA, para o novo conflito.
Assim houve a necessidade por parte das forças militares dos EUA de ter no Japão uma fonte de abastecimento de veiculos militares para usar na região Asiatica, tendo sido os construtores automóveis Japoneses chamados a apresentar protótipos, para veiculos 4x4 e outros.
Cinco meses mais tarde, em Janeiro de 1951 a Toyota apresenta o seu protótipo, o Toyota Jeep modelo BJ, desenvolvido com base no prototipo AK10.
O protótipo AK10, apresentado ao governo Japonês em 1942, na sequência do pedido de um pequeno veiculo, de fácil manejo, que podesse vir a ser usado na expansão do Império, foi recusado por ser muito incómodo, tendo sido a Nissan a ganhar o concurso.
O Toyota Jeep, tinha como motorização um motor a gasolina, de 6 cilindros com 3386 cc, motor já utilizado nos camiões de 4 ton. da marca (modelos GB, KB e BM). instalado sobre a base de um pequeno camião de 1 ton. , o modelo SB. Até então os Jeep das forças americanas, eram o simbolo dos 4x4 na região, razão pela qual a Toyota chamou o seu protótipo de Toyota Jeep. Por usar um motor designado de B e ser um jipe, ficou conhecido como modelo BJ.
O prototipo da Toyota foi rejeitado pelas forças Policiais Nacionais, tendo estas optado pelo Jeep Willys, no entanto em Julho do mesmo ano, um test drive realizado por Ichiro Taira sob a supervisão de oficiais da Agencia de Policia Nacional, consegue o feito inédito de subir por caminhos escarpados até à 6ª estação, a 2100m de altitude, do Monte Fuji, a montanha sagrada. O teste foi um sucesso, e em Agosto o veiculo foi oficialmente adoptado como carro patrulha pela Agencia de Policia Nacional.
A produção em grande escala, iniciou-se em 1953, com a produção de 298 unidades. Mais tarde, às encomendas da policia, vieram-se a juntar as encomendas dos serviços florestais, do ministério da agricultura, bem como das companhias produtoras de electricidade.
Em 1954, em resposta às reclamações por parte da Willys por violação de marca registada (Jeep), o Toyota Jeep passou a chamar-se Land Cruiser.
Em Agosto de 1955, tem inicio a produção da serie 20. O Toyota Jeep BJ, originalmente concebido para fins militares, é modificado de modo a estimular a procura de veiculos Toyota em tempos de paz.
Surge assim o BJ25 (ainda com o motor B do antecessor), e o FJ25, com o novo motor F de 3878cc e 105 HP). O motor B é rapidamente abandonado a favor do F.
Em 1956 a Toyota considera, com base nas suas performances, que o Land Cruiser é capaz de rivalizar com os competidores, o Jeep Willis e o Land Rover, e tem inicio a sua exportação. Para muitos paises foi assim que teve inicio a implantação da marca, primeiro o Land Cruiser, a abrir caminho, e depois os carros de passageiros.
O FJ 25 era o veiculo standard da serie 20 , mas no total existiam 10 variações nesta serie, desde o FJ 20 ao FJ 29, com dois tamanhos de distancia entre eixos, 2 e 4 portas, aberto ou fechado. Chegou inclusivamente a existir uma versão 4x2 destinada à policia.
Em 1958, com a nova versão FJ 35 surge a serie 30, com uma maior distância entre eixos (2650mm).
Com o aparecimento da serie 20 e sua exportação para os diferentes mercados, a reputação do Land Cruiser estava garantida. O novo desafio era agora de aumentar a produção e de melhorar as suas qualidades e performances. Assim em 1960 um novo passo na evolução foi conseguido com o lancamento da serie 40.
Embora fossem poucas as mudanças na sua aparencia exterior, as técnicas e processos de fabrico envolvidos foram modernizados.
O motor F foi melhorado, passando a debitar 125 HP. Uma velocidade mais baixa foi adicionada à caixa de transferência, permitindo um melhor escalonamento da caixa de velocidades tendo em vista um melhor desempenho em estrada.
Em 1967, e em resposta ao aumento significativo de procura das Station Wagon, A Toyota lança no mercado o FJ55V em substituição do FJ45V. Com poucos traços comums à serie 40, é assim criado um novo membro da familia Land Cruiser. Tão comfortavel quanto um carro de passageiros, foi projectado não só para o trabalho duro mas tambem para a utilização de lazer. Foi contruido com a robustez necesária ao trabalho arduo nas terras australianas, e de modo a atingir uma velociade de 130 km/h, tendo em vista a utilização nas auto-estradas americanas. Na sua construção foram tambem tidos em conta os requesitos da legislação americana relativos aos crash-test frontais a 50 km/h.
Nesse mesmo ano é lançado o motor H, um seis cilindros, diesel com 3576 cc, que começou a equipar as versões de chassis longo da serie 40 (HJ45)
Em 1974 são lançados os motores diesel de 4 cilindros da serie B com 2977cc. Até então o limite de cilindrada dos motores diesel de 4 cilindros era 2,8 litros. Surgem assim os primeiros BJ40.
Em 1975 o motor F é melhorado dando lugar ao 2F e o FJ55V passa a ter a designação de FJ56V.
Com a continua evolução, vão surgindo novas motorizações, em 1979 surge o 2B, passando o BJ40 a designar-se BJ41 e o BJ43 a designar-se BJ44. O depósito de combustivel passa para o exterior, associado a outras pequenas modificações.
No ano seguinte (1980) é lançada a serie 60 com duas motorizações, o FJ60 com motor 2F e o BJ60 com o novo motor 3B (diesel, 4 cilindros, 3431cc). A serie 60 pretendia substituir a serie 50, com maior conforto e requinte competindo com os grandes 4x4 americanos.
O motor 3B é tambem introduzido na serie 40, surgindo o BJ45.
Em 1982 pequenas alterações são elaboradas na serie 60, associadas à introdução de uma nova motorização, o motor 2H, passando os modelos a ser designados por HJ60
Nesse mesmo ano a 3B é aplicado aos chassis curto e medio da serie 40, surgindo o BJ 42 e o BJ46 respectivamente.
CONTINUA....
Assim houve a necessidade por parte das forças militares dos EUA de ter no Japão uma fonte de abastecimento de veiculos militares para usar na região Asiatica, tendo sido os construtores automóveis Japoneses chamados a apresentar protótipos, para veiculos 4x4 e outros.
Cinco meses mais tarde, em Janeiro de 1951 a Toyota apresenta o seu protótipo, o Toyota Jeep modelo BJ, desenvolvido com base no prototipo AK10.
Toyota Jeep BJ
O protótipo AK10, apresentado ao governo Japonês em 1942, na sequência do pedido de um pequeno veiculo, de fácil manejo, que podesse vir a ser usado na expansão do Império, foi recusado por ser muito incómodo, tendo sido a Nissan a ganhar o concurso.
O Toyota Jeep, tinha como motorização um motor a gasolina, de 6 cilindros com 3386 cc, motor já utilizado nos camiões de 4 ton. da marca (modelos GB, KB e BM). instalado sobre a base de um pequeno camião de 1 ton. , o modelo SB. Até então os Jeep das forças americanas, eram o simbolo dos 4x4 na região, razão pela qual a Toyota chamou o seu protótipo de Toyota Jeep. Por usar um motor designado de B e ser um jipe, ficou conhecido como modelo BJ.
O prototipo da Toyota foi rejeitado pelas forças Policiais Nacionais, tendo estas optado pelo Jeep Willys, no entanto em Julho do mesmo ano, um test drive realizado por Ichiro Taira sob a supervisão de oficiais da Agencia de Policia Nacional, consegue o feito inédito de subir por caminhos escarpados até à 6ª estação, a 2100m de altitude, do Monte Fuji, a montanha sagrada. O teste foi um sucesso, e em Agosto o veiculo foi oficialmente adoptado como carro patrulha pela Agencia de Policia Nacional.
A produção em grande escala, iniciou-se em 1953, com a produção de 298 unidades. Mais tarde, às encomendas da policia, vieram-se a juntar as encomendas dos serviços florestais, do ministério da agricultura, bem como das companhias produtoras de electricidade.
Em 1954, em resposta às reclamações por parte da Willys por violação de marca registada (Jeep), o Toyota Jeep passou a chamar-se Land Cruiser.
Em Agosto de 1955, tem inicio a produção da serie 20. O Toyota Jeep BJ, originalmente concebido para fins militares, é modificado de modo a estimular a procura de veiculos Toyota em tempos de paz.
Surge assim o BJ25 (ainda com o motor B do antecessor), e o FJ25, com o novo motor F de 3878cc e 105 HP). O motor B é rapidamente abandonado a favor do F.
Em 1956 a Toyota considera, com base nas suas performances, que o Land Cruiser é capaz de rivalizar com os competidores, o Jeep Willis e o Land Rover, e tem inicio a sua exportação. Para muitos paises foi assim que teve inicio a implantação da marca, primeiro o Land Cruiser, a abrir caminho, e depois os carros de passageiros.
O FJ 25 era o veiculo standard da serie 20 , mas no total existiam 10 variações nesta serie, desde o FJ 20 ao FJ 29, com dois tamanhos de distancia entre eixos, 2 e 4 portas, aberto ou fechado. Chegou inclusivamente a existir uma versão 4x2 destinada à policia.
Em 1958, com a nova versão FJ 35 surge a serie 30, com uma maior distância entre eixos (2650mm).
Com o aparecimento da serie 20 e sua exportação para os diferentes mercados, a reputação do Land Cruiser estava garantida. O novo desafio era agora de aumentar a produção e de melhorar as suas qualidades e performances. Assim em 1960 um novo passo na evolução foi conseguido com o lancamento da serie 40.
Embora fossem poucas as mudanças na sua aparencia exterior, as técnicas e processos de fabrico envolvidos foram modernizados.
O motor F foi melhorado, passando a debitar 125 HP. Uma velocidade mais baixa foi adicionada à caixa de transferência, permitindo um melhor escalonamento da caixa de velocidades tendo em vista um melhor desempenho em estrada.
Em 1967, e em resposta ao aumento significativo de procura das Station Wagon, A Toyota lança no mercado o FJ55V em substituição do FJ45V. Com poucos traços comums à serie 40, é assim criado um novo membro da familia Land Cruiser. Tão comfortavel quanto um carro de passageiros, foi projectado não só para o trabalho duro mas tambem para a utilização de lazer. Foi contruido com a robustez necesária ao trabalho arduo nas terras australianas, e de modo a atingir uma velociade de 130 km/h, tendo em vista a utilização nas auto-estradas americanas. Na sua construção foram tambem tidos em conta os requesitos da legislação americana relativos aos crash-test frontais a 50 km/h.
Nesse mesmo ano é lançado o motor H, um seis cilindros, diesel com 3576 cc, que começou a equipar as versões de chassis longo da serie 40 (HJ45)
Em 1974 são lançados os motores diesel de 4 cilindros da serie B com 2977cc. Até então o limite de cilindrada dos motores diesel de 4 cilindros era 2,8 litros. Surgem assim os primeiros BJ40.
Em 1975 o motor F é melhorado dando lugar ao 2F e o FJ55V passa a ter a designação de FJ56V.
Com a continua evolução, vão surgindo novas motorizações, em 1979 surge o 2B, passando o BJ40 a designar-se BJ41 e o BJ43 a designar-se BJ44. O depósito de combustivel passa para o exterior, associado a outras pequenas modificações.
No ano seguinte (1980) é lançada a serie 60 com duas motorizações, o FJ60 com motor 2F e o BJ60 com o novo motor 3B (diesel, 4 cilindros, 3431cc). A serie 60 pretendia substituir a serie 50, com maior conforto e requinte competindo com os grandes 4x4 americanos.
O motor 3B é tambem introduzido na serie 40, surgindo o BJ45.
Em 1982 pequenas alterações são elaboradas na serie 60, associadas à introdução de uma nova motorização, o motor 2H, passando os modelos a ser designados por HJ60
Nesse mesmo ano a 3B é aplicado aos chassis curto e medio da serie 40, surgindo o BJ 42 e o BJ46 respectivamente.
CONTINUA....

















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