É com enorme satisfação que finalmente abro um tópico nesta série 70, é bom sinal, é sinal que "o bom filho à casa torna".
Não poderia ser de outra maneira, outro qualquer série 70 não me poderia dar a mesma alegria ao abrir este tópico, sem qualquer desprestígio por todos esses bons exemplares que por aí andam.
Já levantei um pouco o véu no tópico que tenha da pick-up, no entanto, aproveito agora para contar esta história de uma forma mais alargada.
Tudo começou tinha eu 4 anos, lembro-me como se fosse hoje o dia que passei aquele portão da Toyota de Castelo Branco e lá estava ele do lado esquerdo, novo em folha e a brilhar.
A partir desta altura foi uma carro que me marcou, era miúdo, aos meus olhos quase parecia um "kit".
Muito cedo ganhei-lhe o gosto ao volante, o meu pai também dava-me essa felicidade, lá me sentava ao colo dele e conduzia, era para mim um brinquedo em ponto grande.
Mais tarde a primeira experiência a conduzir sozinho, correu bem, fiz praí 2 km sempre em primeira. A segunda experiência foi também marcante, tinha eu 7 anos, e era ainda demasiado pequeno para o banco, a estrada de terra começou a subir, eu começo a escorregar no banco e só fiz metade da curva. O eucalipto que lá estava é que sofreu. Felizmente só a ponta do pára-choques ligeiramente dobrada, nada que uma corda atada a um poste não tenha endireitado.
Para o meu pai, que sempre teve carros 4x4, foi sem dúvida o carro que mais o marcou, só ele tem um sem número de histórias dele para contar.
Aos meus 12 anos, com os 380000km que o jipe já tinha o meu pai resolve trocá-lo, sem dúvida uma má ideia, mas quando ele se apercebeu foi já uns meses depois e já era tarde. Tal como o dia em que o foi buscar, lembro-me de estar na varanda de casa e vê-lo ir embora, fiquei bastante triste, chorei mesmo.
No entanto a vida passa, mas à ideias que uma pessoa não perde, e a ideia de o reencontrar foi sempre forte. Após algum tempo de procura eís que finalmente volto a reencontrá-lo no passado mês de dezembro, 15 anos depois voltei a sentar-me naquele banco do condutor, foi uma grande felicidade.
Encontrei-o um pouco diferente, mas também não eram mudanças muito radicais. Não andava à 2 anos pois tinha a cabeça do motor estalada, o dono pretendia recuperá-lo, mas nunca o fez. Deixei o meu contacto e disse-lhe que se um dia pretende-se vendê-lo para me dar uma apitadela.
Para minha felicidade foi apenas necessário esperar um mês até receber aquele feliz telefonema. Fiz negócio e fui buscá-lo, e finalmente é meu outra vez.
Este fim de semana voltou a casa, deixo as primeiras fotografias dele, no local onde foi carregado e já no local onde vou tentar, e é para já o grande objectivo, colocá-o novamente a andar.





No domingo, e já com toda a vontade de mexer nele, lá começei na parte de desmontar para uma reparação que penso que seja morosa, só encontrar uma cabeça para ele não se antevê uma tarefa muito fácil.
Fotos de Domingo já um pouco mais leve.



Um abraço e até breve
Não poderia ser de outra maneira, outro qualquer série 70 não me poderia dar a mesma alegria ao abrir este tópico, sem qualquer desprestígio por todos esses bons exemplares que por aí andam.
Já levantei um pouco o véu no tópico que tenha da pick-up, no entanto, aproveito agora para contar esta história de uma forma mais alargada.
Tudo começou tinha eu 4 anos, lembro-me como se fosse hoje o dia que passei aquele portão da Toyota de Castelo Branco e lá estava ele do lado esquerdo, novo em folha e a brilhar.
A partir desta altura foi uma carro que me marcou, era miúdo, aos meus olhos quase parecia um "kit".
Muito cedo ganhei-lhe o gosto ao volante, o meu pai também dava-me essa felicidade, lá me sentava ao colo dele e conduzia, era para mim um brinquedo em ponto grande.
Mais tarde a primeira experiência a conduzir sozinho, correu bem, fiz praí 2 km sempre em primeira. A segunda experiência foi também marcante, tinha eu 7 anos, e era ainda demasiado pequeno para o banco, a estrada de terra começou a subir, eu começo a escorregar no banco e só fiz metade da curva. O eucalipto que lá estava é que sofreu. Felizmente só a ponta do pára-choques ligeiramente dobrada, nada que uma corda atada a um poste não tenha endireitado.
Para o meu pai, que sempre teve carros 4x4, foi sem dúvida o carro que mais o marcou, só ele tem um sem número de histórias dele para contar.
Aos meus 12 anos, com os 380000km que o jipe já tinha o meu pai resolve trocá-lo, sem dúvida uma má ideia, mas quando ele se apercebeu foi já uns meses depois e já era tarde. Tal como o dia em que o foi buscar, lembro-me de estar na varanda de casa e vê-lo ir embora, fiquei bastante triste, chorei mesmo.
No entanto a vida passa, mas à ideias que uma pessoa não perde, e a ideia de o reencontrar foi sempre forte. Após algum tempo de procura eís que finalmente volto a reencontrá-lo no passado mês de dezembro, 15 anos depois voltei a sentar-me naquele banco do condutor, foi uma grande felicidade.
Encontrei-o um pouco diferente, mas também não eram mudanças muito radicais. Não andava à 2 anos pois tinha a cabeça do motor estalada, o dono pretendia recuperá-lo, mas nunca o fez. Deixei o meu contacto e disse-lhe que se um dia pretende-se vendê-lo para me dar uma apitadela.
Para minha felicidade foi apenas necessário esperar um mês até receber aquele feliz telefonema. Fiz negócio e fui buscá-lo, e finalmente é meu outra vez.
Este fim de semana voltou a casa, deixo as primeiras fotografias dele, no local onde foi carregado e já no local onde vou tentar, e é para já o grande objectivo, colocá-o novamente a andar.





No domingo, e já com toda a vontade de mexer nele, lá começei na parte de desmontar para uma reparação que penso que seja morosa, só encontrar uma cabeça para ele não se antevê uma tarefa muito fácil.
Fotos de Domingo já um pouco mais leve.



Um abraço e até breve
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