Bem, devido á vergonha que tem vindo a aumentar com os constantes ataques de alguns membros pelo facto de ainda não ter feito a minha re-apresentação neste novo fórum, venho aqui apresentar a minha viatura novamente.
Em respeito por aqueles que fazem do BJ40 um modo de vida vou tentar descrever um pouco o que se passou aquando da aquisição do meu…
Tendo andado a “namorar” o "cancro" á vários anos, pois desde sempre foi um dos meus sonhos ter um BJ40, dava-me pena o tratamento que este levava.
Pertencia a uma família de feirantes (vizinhos) que o compraram novo e andava com uma caravana de comes-e-bebes pesadíssima fazendo durante alguns anos trajectos como Coimbra-Algarve ou Minho e isto para fazer feiras e voltar. Como se isso não bastasse ainda o genro era caçador e ia com os amigos para o Alentejo e para os lados de Castelo Branco caçar aos fins de semana, não sendo propriamente muito cuidadoso com ele.
Quando o vi um dia com uma placa a dizer "vende-se", claro que nem hesitei, dirigi-me a casa do homem para fazer negócio e dei-me com ele na cama muito mal sendo a mulher a fazer o negócio. Fui experimentar o carro (apanhei logo um susto na primeira curva por causa da folga que tinha na direcção) e apesar da má condição em que se encontrava dei na altura 470 mil escudos por ele.
Enfim, comprei um chassis com motor que tinha alguns pedaços de chapa com ferrugem agarrada e não pensem que estou a exagerar, ainda por aqui vi poucos em estado parecido com aquele na altura.
A primeira vez que saí com ele á chuva, já tinha ideia que me ia entrar alguma água, mas o que nunca me passou pela cabeça foi que ele acumulasse alguma por baixo do tablier... quando eu parava num cruzamento e metia o pé na embraiagem caía-me toda em cima dos pés.
Andei um ano ou dois assim e lá me meti em trabalhos como quase todos aqui. Falei com um bate chapas amigo que fazia uns trabalhos aos sábados e lá andámos durante uns 2 anos no corte e costura, conclusão, acho que 60% da chapa que neste momento está no BJ foi metida nessa altura..., como em 1994 não tinha acesso à informação disponível no nosso fórum e como as máquinas digitais eram inexistentes (pelo menos em minha casa) não tenho fotografias dele nessa altura, quando se tirava uma foto tinha de se pensar no preço do rolo e na revelação da foto ... depois da chapa foi a vez da pintura, com o empréstimo de uma estufa e servindo eu de ajudante de pintor ( que só trabalhava nele quando não havia trabalho na oficina para ter um preço/hora em conta ), foram mais uns dois anos para pintar o BJ, como os escudos (na altura) eram poucos, eu também não pressionava... entretanto a chapa tinha levado um ácido que deixava tudo preto de modo a prevenir a corrosão. Sei que comecei a andar nele novamente em fins de 1999.
Hoje o procedimento seria diferente com a informação disponível, mas o trabalho não deve ter sido muito mau, depois deste tempo todo e com a maior parte do tempo fora de garagem e na brincadeira no monte, ainda não está muito mau, apesar de começar a aparecer alguns pontos de ferrugem e umas estaladelas na tinta...
Acho engraçado é que alguns amigos do feirante ainda hoje vêm ter comigo contar as peripécias que passaram nele: "esse não é o jipe do fulano tal?" "Ainda me lembro quando ele o comprou, fomos sete passear á figueira da foz para beber uns copos e numa curva logo á entrada ficámos virados outra vez para Coimbra..." ou o genro " no IC8 quando estava a L200 a ter de meter 4ª e 3ª íamos nós em 4ª sempre a dar gás..."
Quanto a alterações,
- Meti-lhe um K14 que um membro daqui me vendeu e
Em projecto com as peças já compradas tenho:
- Direcção assistida,
- Radiador de óleo,
- Intercooler
- Montarum guincho Ramsey DCY200 muito antigo a que mandei reparar o motor (provêm de uma carrinha de reboque),
só falta o tempo para isso!
Enfim, deixo-vos algumas fotos do mesmo e se alguém se lembrar de um nome fixe para ele....
Como estava pouco depois do restauro:


Agora:


Uma experiência:

Gostava muito de poder tirar mais fotografias dele, mas quando vou a conduzir o gozo é tão grande que nunca me lembro disso.
Espero que gostem.
Abraço.
Nuno Jesus (NJ)
Em respeito por aqueles que fazem do BJ40 um modo de vida vou tentar descrever um pouco o que se passou aquando da aquisição do meu…
Tendo andado a “namorar” o "cancro" á vários anos, pois desde sempre foi um dos meus sonhos ter um BJ40, dava-me pena o tratamento que este levava.
Pertencia a uma família de feirantes (vizinhos) que o compraram novo e andava com uma caravana de comes-e-bebes pesadíssima fazendo durante alguns anos trajectos como Coimbra-Algarve ou Minho e isto para fazer feiras e voltar. Como se isso não bastasse ainda o genro era caçador e ia com os amigos para o Alentejo e para os lados de Castelo Branco caçar aos fins de semana, não sendo propriamente muito cuidadoso com ele.
Quando o vi um dia com uma placa a dizer "vende-se", claro que nem hesitei, dirigi-me a casa do homem para fazer negócio e dei-me com ele na cama muito mal sendo a mulher a fazer o negócio. Fui experimentar o carro (apanhei logo um susto na primeira curva por causa da folga que tinha na direcção) e apesar da má condição em que se encontrava dei na altura 470 mil escudos por ele.
Enfim, comprei um chassis com motor que tinha alguns pedaços de chapa com ferrugem agarrada e não pensem que estou a exagerar, ainda por aqui vi poucos em estado parecido com aquele na altura.
A primeira vez que saí com ele á chuva, já tinha ideia que me ia entrar alguma água, mas o que nunca me passou pela cabeça foi que ele acumulasse alguma por baixo do tablier... quando eu parava num cruzamento e metia o pé na embraiagem caía-me toda em cima dos pés.
Andei um ano ou dois assim e lá me meti em trabalhos como quase todos aqui. Falei com um bate chapas amigo que fazia uns trabalhos aos sábados e lá andámos durante uns 2 anos no corte e costura, conclusão, acho que 60% da chapa que neste momento está no BJ foi metida nessa altura..., como em 1994 não tinha acesso à informação disponível no nosso fórum e como as máquinas digitais eram inexistentes (pelo menos em minha casa) não tenho fotografias dele nessa altura, quando se tirava uma foto tinha de se pensar no preço do rolo e na revelação da foto ... depois da chapa foi a vez da pintura, com o empréstimo de uma estufa e servindo eu de ajudante de pintor ( que só trabalhava nele quando não havia trabalho na oficina para ter um preço/hora em conta ), foram mais uns dois anos para pintar o BJ, como os escudos (na altura) eram poucos, eu também não pressionava... entretanto a chapa tinha levado um ácido que deixava tudo preto de modo a prevenir a corrosão. Sei que comecei a andar nele novamente em fins de 1999.
Hoje o procedimento seria diferente com a informação disponível, mas o trabalho não deve ter sido muito mau, depois deste tempo todo e com a maior parte do tempo fora de garagem e na brincadeira no monte, ainda não está muito mau, apesar de começar a aparecer alguns pontos de ferrugem e umas estaladelas na tinta...
Acho engraçado é que alguns amigos do feirante ainda hoje vêm ter comigo contar as peripécias que passaram nele: "esse não é o jipe do fulano tal?" "Ainda me lembro quando ele o comprou, fomos sete passear á figueira da foz para beber uns copos e numa curva logo á entrada ficámos virados outra vez para Coimbra..." ou o genro " no IC8 quando estava a L200 a ter de meter 4ª e 3ª íamos nós em 4ª sempre a dar gás..."
Quanto a alterações,
- Meti-lhe um K14 que um membro daqui me vendeu e
Em projecto com as peças já compradas tenho:
- Direcção assistida,
- Radiador de óleo,
- Intercooler
- Montarum guincho Ramsey DCY200 muito antigo a que mandei reparar o motor (provêm de uma carrinha de reboque),
só falta o tempo para isso!
Enfim, deixo-vos algumas fotos do mesmo e se alguém se lembrar de um nome fixe para ele....
Como estava pouco depois do restauro:


Agora:


Uma experiência:

Gostava muito de poder tirar mais fotografias dele, mas quando vou a conduzir o gozo é tão grande que nunca me lembro disso.
Espero que gostem.
Abraço.
Nuno Jesus (NJ)
]
Comment